Monitor do governo


05/03/2019

Gastos públicos com a TV estatal EBC/TV Brasil


Ações que exigem medidas imediatas do executivo

O que o executivo fez …

O imediato encerramento das atividades da EBC, criada no governo petista de Lula.

Reafirmou-se a promessa em entrevistas concedidas a emissoras de televisão em 29 de outubro, logo após o segundo turno da eleição. Não faz sentido, postulava o vitorioso, gastar R$ 1 bilhão anual com uma emissora de televisão que dá traço de audiência.

As despesas autorizadas da EBC neste ano somam cerca de R$ 640 milhões, destinados a serviços de TV, rádio e agência de notícias.

Empossado, o presidente Jair Bolsonaro parece ter preferido manter a EBC pela conveniência de um veículo de jornalismo amigável, mesmo tendo traços de audiência insignificantes.

Segundo a Folha de São Paulo:
A estatal permanece instalada na estrutura administrativa do Palácio do Planalto. No mês de fevereiro, seu comando foi trocado. Em reportagem publicada no sábado (2), o general Carlos Santos Cruz, ministro da Secretaria-Geral, expôs planos para cortar gastos de R$ 130 milhões com a empresa…

… Mais palpável, dados os sinais disponíveis, é que a EBC seguirá consumindo uma considerável parcela do dinheiro do contribuinte, a despeito de sua desmoralização.

Em seu formato atual, a empresa é uma versão expandida e maquiada da velha Radiobrás. Instituída em 2007, traz em sua sigla o alegado propósito de reproduzir os padrões de qualidade e independência da britânica BBC. Logo se mostrou, porém, mais um aparelho de propaganda e cabide de empregos da administração petista.

Mesmo com o estigma partidário, sobreviveu ao governo Michel Temer (MDB), quando uma troca de comando chegou a ser contestada na Justiça. Em julho do ano passado, tornou-se notícia nesta Folha porque, em uma única semana, seus cerca de 2.000 funcionários haviam apresentado nada menos que 310 atestados médicos.